Governo Federal não tem vontade de fazer reforma agrária (por Agência Subverta)
A RBS (e a grande mídia sem geral) manipula informações e intencionalmente constrói suas reportagens para isolar o MST jogando a população contra o Movimento, ao mesmo tempo em que ignora completamente nas suas coberturas qualquer discussão aprofundada sobre reforma agrária ou a transforma em notícia de polícia. Fazem isso sempre e continuaram nesta última semana, desde que o MST iniciou sua marcha até Porto Alegre para cobrar o assentamento de duas mil famílias.
Ato Contra Criminalização dos Movimentos Sociais ExNEEF e FEAB, em Porto Alegre, no dia 25 de Junho de 2008. Quando mais de mil estudantes de Educação Física e Agronomia de todo o Brasil, reunidos em Porto Alegre em seus respectivos congressos, na UFRGS, protestam contra a crescente criminalização dos movimentos sociais no Brasil e a venda da nossa pátria para Empresas Transnacionais.
Como de costume a Brigada Militar agiu com violência para reprimir os manifestantes e os impediu de realizar manifestação em frente ao Palácio Piratini.
O destino da manifestação era a Sede do INCRA, que esta ocupada por tempo indeterminado pelo MST. Os estudantes foram recebidos por famílias Sem Terra e foi realizado um ato de confraternização.
Vídeo de protesto com registros do ato público dos movimentos sociais no 19 de junho, em Porto Alegre, com coro de Fora Yeda!; da ação pistoleira da Brigada Militar, durante ocupação popular da transnacional Bunge em Passo Fundo, no 10 de junho; do despejo nunca visto de acampados de terras regulares em Coqueiros do Sul, com imagens do dia posterior à febril falta de humanidade de procuradores, juízes e soldados fortemente armados, no 18 de junho; e umas perguntas ao coronel Mendes, com críticas ao seu trabalho que muito agrada à governadora de criminalização do MST.
Mas a maioria da população é inerte a esses acontecimentos. O racha ideológico no Estado e a supremacia de comunicação de massa da classe reacionária é sustentado pelo espírito da grana. Quem não tem ou não está correndo loucamente atrás é visivelmente inimigo, e para inimigo se considera qualquer desqualificação tosca como vagabundo, baderneiro, vândalo, terrorista, radical, bandido e pobre, antes de mais nada. A crítica ao MST praticamente não existe, porque o que a ponta-de-lança de manobra Zero Hora escreve e a repercussão que cria não é sobre o MST, é sobre a o “MSTdeles” – as coisas ali naquele jornal são só ataques. Mas quem sente a bala no lombo não esquece. E segue com fé na luta coletiva e na agricultura camponesa.
Vídeo sobre a violenta repressão a manifestantes de movimentos sociais, sindicais e estudantis que tentavam se descolar até o Palacio Piratini para protestar contra as roubalheiras do dinheiro público no
Governo Yeda.
A Brigada Militar, sobre o comando do “Coroné” Paulo Mendes, o mesmo responsável pela violência contra mulheres da Via Campesina na Fazenda Tarumã, da Stora Enso, no dia 4 de março de 2008. Usou balas de borracha, lacrimogeneo, bombas de efeito moral e distribuiu muita porrada. Foram aproximadamente 35 feridos encaminhados ao Pronto Socorro, um em estado grave e doze pessoas (a maioria músicos e motoristas dos caminhões) foram presas (políticas) por Desacato, Formação de Quadrilha, Tentativa de assassinato…
A manifestação faz parta de Jornada Nacional de Lutas Contra as Transnacionais, promovida por diversos movimentos de todo o Brasil.
Documentário que denuncia a forte repressão policial sofrida por mulheres da Via Campesina após ocupação de uma fazenda ilegal da Transnacional Stora Enso, no Rio Grande do Sul, durante a Jornada Nacional de Lutas do Oito de Março de 2008.
No verão do ano de 2006 se instalou um levante popular massivo e pacífico no Estado de Oaxaca, ao sul do México. Alguns o compararam com a Comuna de Paris, enquanto outros o chamaram de “A primeira revolução latino-americana do século XXI”. Porém, foi o uso popular dos meios de comunicação o que verdadeiramente fizeram história em Oaxaca. “Un Poquito de Tanta Verdad” mostra o fenômeno sem precedentes que teve lugar quando milhares de docentes, donas de casa, comunidades indígenas, trabalhadores da saúde, campesinos e estudantes se apoderaram de 14 emissoras de rádio e uma emissora de televisão, utilizando-as para organizar, mobilizar e finalmente defender sua luta por justiça social, cultural e econômica”